Documentação, esta é a chave!
Muito se fala nos dias de hoje (na verdade, ontem, hoje e sempre, eu diria) sobre a adoção do Linux em Desktop, como o Og sabiamente colocou: de que adianta fazermos um sistema zeroconf, livre de bugs, com toda a integração e compatibilidade que um usuário comum precisa, se este sistema é usado apenas por 5% dos usuários comuns?!
Lembro muito bem (há muito tem atrás… ai, ai), que quando meu anceio por liberdade começou e eu já me sentia engessado no Windows, o que me incitava era a busca por informação no mundo Linux. Antes de migrar, ou mesmo de instalar o Linux, eu pesquisava pela internet afora o que diziam sobre ele, sobre os softwares, e, principalmente, como instalar todo o meu harware, fazer a formatação, e todas as dificuldades que os usuários enfrentam antes de migrar.
O que eu achava muito legal e interessante era a quantidade de documentação que havia. Embora nem sempre a documentação era universal ou aplicável em qualquer ocasião, nem tampouco era concentrada em um único lugar, mas a possibilidade estava lá, bastava alguma força de vontade e um pouco de pesquisa para que conseguisse fazer qualquer coisa que necessitasse.
Hoje percebo, mais do que nunca, que documentação é uma das chaves. Não pelo que ela é em sí, mas pelo que ela traz; a informação agregada nela gerando conhecimento; o conhecimento pré-concebido em simbiose com a informação, construindo um elo entre o conhecer e o saber. Filosófico? Nem tanto.
Jà enfrentei problemas, nos primóridios da minha aventura no Linux, seja em compilar o driver proprietário da nVidia ou em compilar o driver para meu antigo softmodem, em problemas cotidianos de um usuário no desktop. Nunca reclamei, pois quando precisava… lá estava ela, a documentação para me ajudar. Mas eu, diferente de muitos usuários, não me importo em procurar, mas não os culpo por isto, pois acredito que a documentação deve andar lado-a-lado com o sistema, em qualquer lugar, para toda e qualquer operação. E esta documentação deve ser de conhecimento do usuário, ele deve saber que se precisar, pode contar com ela.
Um exemplo disto é a documentação do Ubuntu. Quantos de vocês que estão lendo sabem que se você for em “Sistema -> Ajuda” você tem uma das mais completas documentações de sistema operacional existente? Documentos estes que resolveriam 70% dos problemas de informação dos usuários comuns. É algo intuitívo. Mas é aplicável? Infelizmente, por algum motivo, ainda não.
E se houvesse um lugar, um único lugar, onde eu pudesse saber o que preciso saber, conhecer o quero conhecer? Sem depender da boa vontade de um outro usuário me dar a resposta, assim como ele já fez a centenas de pessoas que lhe perguntaram a mesma coisa.
E se houvesse um lugar, onde eu não precisasse saber como, mas sim o que quero fazer, bastando para isto entrar com minha questão e ela seja automagicamente respondida? Utopia? Nem tanto.
Este repositório de documentação em bom português do Brasil está sendo construído. Mas precisamos da sua ajuda para que ele cresça e englobe muito mais do que algumas dezenas de documentos.
Faça do mundo um lugar melhor:
Plante uma árvore, adote uma página, crie um documento.
O Ubuntu e toda a comunidade do Software Livre agradece.
Participe! Saiba como aqui.
August 31st, 2006 at 1:14 pm
1 pra tudo ai em cima!
agora vou-me, ainda falta plantar uma árvore :-)
August 31st, 2006 at 4:17 pm
Simplesmente fantastico! Material assim e’ inspirador e pode motivar muitas pessoas. Foi justamente devido `a um texto similar, que eu me iniciei na comunidade Ubuntu brasileira!
Parabens meu amigo!
Og
August 31st, 2006 at 4:47 pm
Excelente post :)
Parabéns!!
September 1st, 2006 at 1:53 am
1
September 1st, 2006 at 3:09 pm
É isso mesmo!
Vamos documentar isso então!
Gostaria apenas de lembrar que nao basta plantar a árvore, mas que ela também precisa de “água”.
Esse espaço central va ser no ubuntu-br mesmo?
[]’s a todos
tombs